quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Você já morreu hoje?

Minha leitura atual é um tanto pitoresca como é o seu alvo-mote: Ozzy Osbourne.
Não é preciso muitas páginas de "Eu Sou Ozzi" para descobrir em John Osbourne, roqueiro e vocalista heavy metal, uma das figuras mais bizarras da face da Terra. Talvez seja por isso que a leitura prende tanto - porque vemos um pouco de nós em Ozzy ou porque não nos vemos em nada dele, o que já penso ser mais improvável.
De uma forma ou de outra, o mundo maluco do cantor fascina não somente pelas suas maluquices, mas pela forma inteligente como  levava sua vida. Dia desses, Lucas, um primo meu, escreveu algo anticonvencional para uma criança de 10 anos, o que causou certo alvoroço na família. Postou em sua página do facebook: "para quê tanto orgulho se o futuro é a morte?".
Embora não pareça, acho os dois fatos aqui descritos muito próximos. A morte é nossa companheira cotidiana, mesmo que estejamos na inocência de nossa dezena de anos completada, que o diga o jovem Lucas. Para Osbourne, morrer era uma forma de viver. Encontrou a morte em tudo que viveu e brincava com ela. Não porque a desejava, mas porque pensava que a única forma de se desprender do fim ou de encará-lo com certo approach seria lidando bem com ele. Saber que temos um futuro certo, e que esse futuro assim o é para todos, sem nenhuma distinção, nos ajuda a encarar os desmandos do ser humano e suas vicissitudes atuais de forma realista.
E qual a vantagem disso? Vive-se melhor porque olhamos o ser humano de forma compadecida e não nos deixamos mais espantar quando um Ozzy pintar na nossa frente, assim todo tatuado como que a expressão da falta de amor. E vamos aprender, primeiro, que nem tudo que parece é e que o Ozzy, embora todo tatuado e bizarro, não é tão espinhoso quanto pensamos. Eis a nossa primeira queda: deixamo-nos levar por tudo que tão-somente nos parece.
Quando aprendemos a começar a viver lá na escola primária, nos ensinam que SER é a mais importante virtude, e, mesmo que nosso colegial esteja um tanto longe, vemos como se tem de lado, até hoje, esses objetivos espirituais.
Mas já tivemos tempo de sabermos que a vida nos prega peças lindas para que, nem que seja à força, descobrirmos que o mais simples sentido humano nos indica uma direção: SER... mais humano, solidário, verdadeiro, amigo, filho, pai, companheiro, mais pé-no-chão, mais bondoso, mais humilde, mais caloroso...
Aprendemos a ser mais gente, pois. Vamos descobrindo que a morte é companheira porque algo fantástico está guardado para nós e isso pode nos ser entregue a qualquer momento. Caso esqueçamos que viver nada mais é que uma forma muito grandiosa e iluminada de morrer, vamos vivendo mortos sem a consciência de que nosso futuro pode ser lindo; de que a consciência da morte é o nosso mais mais novo passaporte para a felicidade.
Eu tenho aprendido bem essa lição. Enquanto a morte não vem, eu morro todo dia. Mas morro com a certeza de que em uma hora (ou no máximo uma alvorada) estarei ressuscitando. Procure a morte dentro de você. É assim - acredite - que você vai aprender a viver...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

E não é que tem uma pitada da Amy em sua afilhada?

No último dia 06 de março de 2011 tivemos o lançamento do novo single da aposta da diva Amy Winehouse, Dionne Bromfield, 'Yeah Right', apresentando Diggy Simmons (o filho do Rev. Run to Run DMC). O álbum de estréia da jovem contou com uma coleção de faixas clássicas da Motown na introdução que muito  agradou quem ouviu, tendo este sido lançado em 2009 pela Lioness Records, um selo criado por sua madrinha.


Falando sobre sua invasão no mundo da música, Dionne disse: "Todo mundo me dizia que eu poderia cantar desde meus dez anos de idade, mas eu era tão tímida que não acreditava. Então, a Amy, que certa noite estava perto da minha casa, ouviu-me e disse: 'menina, é verdade,  você pode cantar". A partir daí eu fiquei mais confiante. "


'Good For The Soul', primeiro álbum da 'menina' é uma coleção de material original escrito com alguns dos melhores nomes da indústria musical, incluindo Duffy, com colaboração de Steve Booker e Toby Gadd, conhecido por seu trabalho com Beyonce e Rihanna".


Trilhando um caminho explicitamente pop, Dionne segue rumos diferentes da madrinha, mas é muito bom ver um pouquinho de Amy Winehouse em sua afilhada. Veja! 


sábado, 10 de dezembro de 2011

Lioness: Hidden Treasures - um ábum vivo

Falar de Amy Winehouse não me é apropriado. Confesso que sou um tanto chato com minhas lamúrias de apaixonado. Sempre fui desde que a ouvi pela primeira vez e minha história de eloquências é, inclusive, um tanto conhecida. Depois de sua morte, evitei tratar. Penso que ela merece o descanço que sempre precisava aqui. Relutei, mas não consegui - vim falar de "Lioness: Hidden Treasures".

A história de edições post mortem nem sempre é justa para com aqueles que se foram mas se há exceção digna e revelante é o álbum póstumo da diva (juro!). Isso nos é ainda mais convicente quando fazemos a inevitável comparação com o último álbum que tivemos do tipo, o de Michael Jackson, que, sinceramente, não mereceu tamanha falta de bondade.
 
Há quem garanta que "o que foi não volta a ser". E o que resta é somentede tristeza e a certeza de canções atemporais trasmitida por uma sombra de saudade. "Lioness: Hidden Treasures", entretanto, rompe com a tradição de explorar a imagem e obra depois que "o criador" se vai e mostra como se pode construir um álbum feito de retalhos sem que, lá em cima, alguém se envergonhe por isso.

"Back to Black", tido como um dos melhores álbuns da música contemporânea, pode não servir de comparação porque lançado em outras circunstâncias, mas é muito coerente dizer que o conjunto de obras coletadas aqui é digno da artista que foi Amy Winehouse, apesar de seus atropelos comportamentais.

Mark Ronson e Salaam Remi encontraram uma variedade de tons que serve uma cantora sempre emotiva, por vezes mais calorosa como se pode sentir em "Our Day Will Come", ou imbuída de dramatismo como na leitura que se faz da versão inédita de "Will You Still Love Me Tomorrow?", uma das mais belas canções da carreira de Amy.

Para nos emocionar mais ainda, os brasileiros, e lamentar um tanto o fato de ter estado fora do set list de sua turnê por aqui em janeiro deste ano, a divulgada gravação de "Garota de Ipanema" me tirou o fôlego e foi aí que me deu aquele nó na garganta que nenhum álbum post mortem conseguiu ou conseguiria, provavelmente. Sua interpretação certamente está lhe rendendo uma boa a festa no céu com Tom e Vinícius...

Não vale a pena interpretar "Lioness: Hidden Treasures" como o sucessor de "Back to Black" e "Frank", e isso se tem propalado com certa constância não somente por quem o ouve de forma crítica. Em Lioness estão representados diversos momentos da carreira curta mas preciosa de Amy. Quando se ouve o álbum, doi ainda mais saber que ela não está mais entre nós e, irrefutavelmente, pensamos que o que resta é somente aquela sombra de saudade.

Não nego que doi ainda mais por saber que essa lacuna foi ocupada por Adele...

Amy Winehouse
"Lioness: Hidden Treasures"
Island/Universal

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Mole Poblano, a iguaria mexicana que me nocalteou

Italo Calvino, o célebre literário italiano, escreveu em uma obra, que provavelmente, a comida mexicana, pelos elaborados sabores, tinha origem obscura.

Talvez, os indígenas ocultavam o gosto da carne, proveniente dos sacrifícios humanos, adereçando-a com muitas especiarias, para oultar seu verdadeiro gosto. A verdade fica para os historiadores, mas o certo é, que a gastronomia mexicana é rica, elaborada e carregada de sabores.

É também, o resultado de uma estranha mestiçagem, principalmente, com a comida espanhola, com seus ingredientes básicos no milho, adorado pelos indígenas, o chilli, (pimentas regionais secas), com mais de 100 variedades dignificando os sabores, e o feijão, ingredientes que se encontra sob diferentes formas em toda comida que por lá se prepara.

A comida é para muitos mexicanos o melhor momento do dia e se compõe de soupa seca, uma espécie de caldo ralo muito temperado, com arroz; um segundo prato que pode ser carne, peixe ou frango, sobremesa e café.

Não pode, de jeito nenhum, abandonar México sem ter experimentado o verdadeiro prato mexicano, o mole poblano, o prato bandeira da cuzinha mexicana que é, na verdade, a base para acompanhar frango, carne de porco, de cordeiro ou mesmo de boi. A receita foi inventada pela freira de um convento que, querendo agradar ao bispo, misturou mais de 30 ingredientes, impressionando-o com o delicioso molho. A preparação é devagar e trabalhosa por ter diversas etapas onde se vão misturando todos os ingredientes que vai até uma pequena barra de chocolate meio-amargo, à amanedoim, tomates, amêndoas, passas, alhos, pimentao, canela, pão, banana etc. E foi ele, exatamente o Mole Poblano o meu vilão...

Já viajei pro alguns lugares e como realmente de tudo. Sou acostumado a comidas codimentadas e gosto do sabor salgado e picante, mas a culinária mexicana, inusitadamente e literalmente, me derrubou. Fiquei acamado no quarto do hotem por um dia inteiro com sintomas que é melhor não comentar...

Mas eu não costumo deixar o inimigo rindo de mim e preparei a minha doce (ou apimentada) vingança. Fui para dentro da cozinha do chef Jésus García (De Cortés), a seu convite, para aprender a fazer o prato. E, mesmo ainda convalescendo, enfiei tudo goela abaixo com muita vontade!

Bom, sobre o mal que me acometeu, você saberá nesse vídeo que preparei para você aprender também e, se tiver cpragem, fazer e comer! Comer muito, porque é muito bom!

Um apetiritivo para aguardar a obra póstuma de Amy Winehouse

Um dos shows da Amy Winehouse foi por mim documentado e editado. Aquele, que dizem os críticos, foi o melhor dela na turnê do Brasil.
Somente agora lembrei de postar, não sei por quê, mas está quase completo. Servirá, pois, como um bom aperitivo para o tão aguardado álbum póstumo que será lançado esta semana!
Embora alguma passagens esteja realmente muito amadora - não se pode exigir muito de um fã apaixonado na turma do gargarejo - tem-se uma boa ideia da presença da saudosa jazzeira no palco.
Agora são só saudades...
Descanse Amy... Por aqui vamos curtindo o que deixou...

 
Parte 1


                                                                          Parte 2

                                                                              Parte 3

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

''Se não nós, quem?"


O ativismo político radical na Alemanha dos anos 60 é o foco da película extraordinária Se não nós, quem?. O tema  político um tanto repetitivo, bem que poderia ser enfadonho. Mas o primeiro longa de ficção do documentarista Andres Veiel, a quem o assunto já interessara no documentário Black box BRD, já é motivo para entramos nas poucas salas que o filme se apresenta de coração e alma abertos – chato isso de termos tão pouco acesso aos filmes de arte. Como diz uma prima minha, deveriam enfiar garganta abaixo como remédio para crianças.
O filme alemão é um retrato da militante do grupo Baader Meinhof, a ativista de nome estranho mas personalidade forte, Gudrun Ensslin, e seu amante obcecado, talvez não pelos mesmíssimos ideiais, Bernward Vesper. Andei lendo que há aproximadamente três anos, em O complexo Baader Meinhof, o cineasta Uli Edel já havia explorado território semelhante, o que poderia complicar a missão de Veiel na sua obra, o que presumo não ter acontecido. O filme é vigoroso em cenas singulares e takes geniais, sabendo explorar o talento de tão bons e desconhecidos atores.
Veiel examina cuidadosamente as relações estabelecidas através das palavras, crenças e ideiais num contexto cultural bastante influenciado pela literatura e movimentos políticos. O roteiro, de tão rigoroso, torna-se cansativo no quarto final da película. Eu saí do Reserva Cultural com uma vontade inimaginável de poder ter dito para o Veiel que quinze minutos cortados faria muito bem àquela obra.


O diretor pontuou a narrativa com trechos de documentários, o que o distancia daquilo que poderia ser um tema cansativo para quem já saturou de ver histórias de ativistas e guerras, nessa união indissolúvel. Além disso, brilhante e emocionnte é a combinação feita à trilha sonora que passou por Bilie Holiday a Rod Stward e famosos hits de época que marcaram muito bem a cronologia do filme.
Participação pequena da atriz Imogen Kogge, que eu nunca tinha visto, não diminuiu seu trabalho virtuoso. Encena de forma emocionante e grandiosa em closes fantásticos. Com a escusas pelas grandes atuações, sem medo de ser clichê, rouba todas as cenas em que atua.
O filme é para quem tem cabeça e veia. Também para quem tem sangue alemão patriota correndo por esta. Um pitada de carinho pelos psicólogos também é certo, a saber por aquela prima que quer enfiar filmes goela abaixo.
Ah, de tão genial, já ia esquecendo de tratar da direção de arte que sinceramente não sei quem assina, mas, talvez pelo brilhantismo, mereça um capítulo só seu. Para quem conhece a Alemanha - e gosta dela - , vivenciar cenários tão bem montados, é simplesmente apaixonante.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

UM SERTÃO VIRANDO MAR *


 
Cruzava a baía de São Marcos por ferry boat, entre Ponta da Espera e Cujupe, pela primeira vez, sem ter a ideia do que realmente me esperava, mas começava ali a minha maior jornada profissional. Iniciava o ciclo de inspeção comandado pelo Corregedor-Geral da Justiça, Antonio Guerreiro Júnior.

Na verdade, o programa, de forma inusitada, tomou proporções maiores do que eu imaginava por um episódio particular. Aquela viagem tinham dois propósitos: iniciar os trabalhos de mutirão da comarca de Pinheiro que era acometida de um aglomerado processual, e a visita do Corregedor às comarcas da Baixada para conhecer in loco a situação física dos prédios dos fóruns e a eficiência na prestação de serviços ao jurisdicionado.
O dia do retorno coincidiu com o término dos trabalhos em Pinheiro, e, não podendo ficar para o encerramento, o Corregedor pediu que eu levasse aos juízes e servidores da comarca suas palavras de agradecimento. Tomado da emoção pelo que presenciei naquela região, confesso que fui audacioso. Fiz um apêndice: ‘O Corregedor, estando muito satisfeito com o que aqui foi realizado, determinou-se a visitar as 110 comarcas do estado para conhecer a realidade do Poder Judiciário e, em parceria com o Tribunal de Justiça, revitalizar a tão carente Justiça de Primeiro Grau’. 

Ai! Retornava sob as águas daquela baía, inspiração de grandes poetas, com um frio raro na barriga, longe de qualquer poesia inspiradora. ‘De onde eu tirei isso, meu Deus?!’. Alguém falara por mim, tinha como certo, querendo me enganar.

“Corregedor, fiz o que determinou, mas tenho que informar que, por minha irresponsabilidade, acrescentei palavras que não eram suas”. “E quais foram essas palavras, meu pai?” – perguntou-me da forma sempre carismática o meu chefe. Fui direto - “falei que irá visitar todas as comarcas do Estado, o que sei ser improvável”. 

Mesmo sabendo que poderia corrigir a minha ousadia, me sentiria muito mal qualquer que fosse o esboço negativo do meu superior, embora estivesse ali o meu verdadeiro anseio de trabalho. “E vamos!”. 

“Como?”. Ufa! O que acabei por esboçar espontaneamente onde não deveria, o chefe mostrou tencionar como meta de gestão, sem a minha exposta consciência, na proporção de minha humilde visão jurídico-administrativa. Sentimentos de alívio e satisfação me deram uma vontade infinda de trabalhar. 

Essa ansiedade não era à toa. Já nas primeiras visitas, realizamos tarefas que eram estrelas aos olhos dos magistrados e servidores. Era gratificante sentir que simples ações tinham excelentes respostas, como a deliberação da retirada de conjuntos enormes de bens inservíveis que encontrávamos no trajeto.

Outras etapas vieram em um planejamento que envolveu todos os setores da Corregedoria, já com a presença da Diretora, Sumaya Heluy. Assessores se uniram e a comitiva contou com técnicos para solucionar problemas eventuais. Projetos como o “Fale Audiência” e “Tele Audiência”, elaborado pela CGJ foram implantados. Também, durante as inspeções, reconheceu-se a urgência de determinação do CNJ para a retirada dos fóruns das armas de fogo apreendidas. As Serventias eram igualmente visitadas e os oficiais instruídos. Foi durante este biênio que fraudes foram detectadas e vários cartórios foram interditados, merecendo ainda mais atenção, contando com a ajuda da Polícia Federal solicitada pelo Corregedor.

A segurança se tornou meta. Quando da visita à comarca de Bequimão, o prédio havia sido invadido dois dias antes de nossa chegada. Tivemos tempo de constatarmos as grades serradas e a toga do magistrado queimada. Em Carutapera, notícias de que a Juíza, gestante, escondeu-se debaixo de um armário para não ser levada por assaltantes. Ali, tive grande emoção. Uma servidora com quase trinta anos de carreira se levantou com os olhos lacrimejados e pediu para dar um abraço no Corregedor. Dizia ela que nunca um Desembargador havia pisado naquela longínqua cidade. Lindo e triste!

Nossa rotina muitas vezes se ateve a estradas esburacadas, chuvas fortes, poeira, calor extremo, manadas gigantes que nos fazia parar, literalmente, por mais de meia hora, como a que encontramos na famosa Estrada do Ouro, sem pavimento; dias sem almoço, hotéis mofados, e poucas horas de sono. Inédito em minha vida, trabalhei em domingos. Por conta da rota e da necessidade de se adequar as visitas ao tempo, houve lugares em que juízes, com boa-vontade inestimável, prepararam todo o seu pessoal para nos receber.

Diante dessa pequena mostra das dificuldades, me pergunto onde estava eu quando proferi aquelas palavras extras em Pinheiro. Seria eu um ilusionista, pensando em ‘garrar o céu com a mão’, como diz o caboclo do sertão? Poderia ter dito o ‘muito obrigado’, resoluto, e aquela noite na estrada isolada entre Alto Parnaíba e Tasso Fragoso com o carro quebrado à 1h00 da manhã talvez jamais estivesse em minha história. Por outro lado, eu me perguntaria: qual o sentido da minha vida profissional? Onde estaria a paixão que eu tenho pelo Direito?

Nesta reta final do mandato do Desembargador Guerreiro Júnior à frente da Corregedoria, sinto-me realizado, ainda que minhas vértebras tenham pulsado em mais de 50 mil quilômetros de estrada. Quem quer que tenha falado por mim naquele dia em Pinheiro, valendo-me do meu teimoso sincretismo, o fez para nos tornarmos, mais que experimentados profissionais, humanos, solidários com o que prega os reais princípios da Ciência Jurídica a atravessar cotidianamente águas revoltas, como aquelas que enfrentei mais de uma vez na baía de São Marcos. 

Prazerosamente, depois da invernada do Maranhão, o mar se torna mais azul e calmo. E se já era tempo de colheita, agora a safra será histórica

                                                                                     Flávio Gomes Assub
                                                                        Analista Judiciário do TJ-MA
                            Assessor-Chefe da Assessoria Especial da
 Corregedoria Geral da Justiça

*Esse artigo foi publicado na coluna Opinião do Jornal
O Estado do Maranhão, domingo, dia 23 de outubro de 2011.
P.S. Nesse post, fotos do próprio autor do texto clicadas durante 
as viagens de inspeçãoe  publicadas no Instagram.

sábado, 8 de outubro de 2011

Yellow - Remix (Coldplay)

 
Aproveita aí que eu estou bonzinho, e curte esse remix exclusivo para Yellow do álbum Parachutes do Coldplay


A remodelagem da canção foi feita por Alpha e eu ganhei de presente de um amigo paulistano que tinha escondido no seu baú há tempos.


Obra-prima assim não pode ficar escondida.

Então, viaja aí!...







Yellow - Remix (Coldplay) by Flávio Assub

terça-feira, 27 de setembro de 2011

I Expogram - "Cenas Urbanas"

A Puc Campinas promove de 1 a 31 de outubro próximo, o Festival Hercules Florence de Fotografia.
Este ano apresentarão uma novidade: o evento vai ter um braço de fotografia digital, e no dia 5 de outubro será realizada uma mostra de fotos selecionadas do Instagram, na Fnac do Parque Dom Pedro Shopping, em Campinas. Será a I Expogram Campinas com a temática "Cenas Urbanas".
Pois bem! Sendo um utilizador assíduo da ferramenta, tive o prazer de ter quatro fotos do meu feed selecionadas. Aqui estão elas:
Descanço Público

Leitura de Galeria


Penduradas

"z" Stairs & Long Windows

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A África cabe aqui!

Assista um pedaço de uma das maiores emoções da minha vida de viajante...
Trarei o documentário inteiro!


domingo, 4 de setembro de 2011

Eterno 11 de setembro


Que loucura é a sensação aterrerorizante de reviver o 11 de setembro de 2001. Eu morava em São Paulo onde fazia pós-graduação, e à 13h00, voltando da aula para logo retornar depois do almoço (esse dia me dei esse luxo por conta da aulda somente às 15h00), liguei a internet quando vi as cenas apavorantes. Não sai mais de casa!
Lia a matéria na UOL que transmitia as fotos atualizando minuto a minuto. A comunicação de vídeo ainda era um tanto precária. Achei que era um acidente e os noticiários o davam como tal. "Mas que estranho um avião bater diretamente no prédio assim, no meio de uma cidade densa como Nova Iorque, onde se faz todos os procedimentos para fugir do aglomerado!".Eu divagava achando aquilo muito estranho e corri para a televisão do apezinho de Pinheiro.
Chiquinha, que já trabalha para minha tia Jozira há anos repetia: 'esse mundo tá doido... eu hein?'. Ela, talvez já tivera ouvido algo sobre atentado. 'Por que, Chica?!'. Eu perguntei já mudando freneticamente de canal. 'Dois de uma vez no mesmo lugar, filho?!... Credo!...'. Era um ataque terrorista, eu já estava certo.
já atento à chegada dos dez anos do triste evento, quando estive em Manhanttan em julho, adquiri um caneca comemorativa da Corporação de Bombeiros, fazendo a análise que sempre faço quando vou a esta cidade depois do episódio. A cidade não parece mais lembrar de nada. Sempre sinto o novaiorquino totalmente indiferente ao ocorrido.
Mas eu também faria o mesmo. Qualquer um agiria assim. Viver dentro daquele mar cinza de poeira é tão-somente reviver um passado que a cidade top não merece. Além de que o tempo faz engessar qualquer sofrimento, mas esquecer, jamais.
Talvez por isso, ali do ladinho da tragédia, uma fundação cuida de tudo relacionado ao 11 de setembro como muita atenção. Eu sou membro de uma ONG denominada WTC Visitor Center e recebo notícias semanais pelo que se tem feito pelas famílias desoladas. Nas vezes que estive lá, assisti à palestras de pessoas que participaram do trabalho de salvamento, membros do Corpo de Bombeiros e outros voluntários que trabalhavam em uma das torres ou nas proximidades.
Em uma dessas palestras que assisti, um senhor me comoveu. Falava daquele dia e como enfrentou o drama, tentando ajudar pessoas que não conseguiam se livrar das cinzas e se asfixiavam. Puxou uma senhora que vinha ao seu lado e quando percebeu só estava com o seu sapato nas mãos. Em outra palestra um médico psiquiatra tratava de como lidar com famílias que perderam entes queridos.
Soube por meio de uma das diretoras do WTC Visitor Center que milhares de pessoas estão desaparecidas ali. Talvez desapareceram integralmente no momento do acidente. Ela me disse ainda, com uma tristeza calejada na face, que seria impossível retirar os inúmeros corpos que ali foram soterrados e ressaltou algo que me apertou o estômago e fez doer as artérias do meu peito.
Me contou que no começo das construções dos novos prédios que hoje já tomam lugar na paisagem, quando do começo da construção das fundações, ainda se sentia um cheiro forte de "enxofre e carniça". Houve momentos muito difíceis para os engenheiros e construtores. Deparavam-se, não poucas vezes, com pedaços de mãos ou braços e pernas quase inteiras, em decoposição.
Ouvindo tudo isso atônito perdi da memória o nome dessa que é uma das diretoras da isntituição. Mas todos ali foram muito atenciosos comigo e sempre recebo boas informações sobre as boas ações que se tem feito para amenizar esse fato e fazer com que a cidade nunca mais viva um dia como aquele. Esta é a filosifia do instituto. Esta é a contemporânea ideologia do novaiorquino - viver e esquecer as tristezas passadas mesmo que elas tenhas mudado a paisagem e a gente dali.


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Aqui eu trago fotos de 3 anos e diante após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, todas de arquivo pessoal.

Retirada final dos escombros. Início da construção dos novos prédios
Destroços de um dos aviões que se chocaram com a torre. fuselagem da janela
Objetos encontrados nos destroços
Mural com vítimas desaparecidas. Até hoje parentes vão em busca

Uma das estruturas de ferro gigantes que sustentavam as torres
Vestimenta de um dos bombeiros morto na tragédia
Mensagem de um passageiro do voo 175 da United para a sua esposa por celular minutos antes do avião cair na Pensilvânia
Grades para a retirada dos inúmeros corpos do local. 
Objetos encontrados nos escombros


Vista do que hoje se chama "Marco Zero", onde se localizavam as Torres

Praça-Monumento ao "Marco Zero" ou "Zero Ground"
Vista da passarela de vidro construída para o trânsito de executivos após a tregédia. Daqui se tem uma boa vista do tamanho da vala deixada pela retirada dos destroços. Aqui eu já chorei e rezei...





Os batidores da gravação de Body & Soul

Body and Soul, um clássico que Winehouse gravou com Bennett em março, é um dos últimos trabalhos da cantora. Ela morreu abruptamente aos 27 anos de idade em 23 de julho.
Seu pai, Mitch, está criando uma fundação em seu nome para ajudar os viciados em droga, e, segundo a porta-voz de Bennett, Liz Rosenberg, as arrecadações obtidas com a venda de Body and Soul serão destinadas à fundação.
A canção também estará no CD de Bennett Duets II, que será lançado em 20 de setembro.
Bennett é uma lenda do jazz e vencedor de quinze Grammys, com canções de sucesso como I Left My Heart in San Francisco e Rags to Riches. O artista comemorou seu aniversário de 85 anos na quarta-feira.
Ele gravou Body and Soul com Winehouse no Abbey Road Studios, em Londres, e elogiou o talento de Amy como cantora de jazz.
Winehouse, vencedora de cinco Grammys, no vídeo que posto aqui, aparenta perfil saudável, voz impecável, e mais gorda, está mais bonita; bem melhor do que estava quando aparecia em suas altas crises.
Aqui você assiste à cenas inéditas dos bastidores da gravação com Bennet em 3 de março deste ano, pouco menos de três meses de sua morte até agora com laudos criminalísticos inconclusivos.
Vendo Amy como está aí, embora nesse aperetivo da tão esperada canção, podemos até cogitar reais dúvidas quanto à sua morte...

Amy esteve no Brasil para uma turnê em janeiro deste ano onde disse ser o seu recomeço.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Isto, eu tenho certeza, é de Deus! O resto, não me cabe...

Uma das mais raras interpretações, dessas que Amy gostava de fazer de maneira informal nos pubs de Camdeem Town, sem dúvidas é uma das que mais impressiona; comove, arrepia, tira o fôlego...
Nunca imaginei Amy Winehouse cantando Beatles e quando me deparei com a canção do Paul McCartney "All My Loving", enviada pelo meu amigo St. Claire, descobertíssima em Londres, é cecrtamente uma das mais lindas da banda de Liverpool. Imagina você, então, na voz da diva?! Eu não conti as lágrimas...
Bom, não há muito que se dizer... só ouvir..


  Amy Winehouse - All My Loving by Flávio Assub


Músicas que achei nos CD's de uma Starbucks - 2

Olha só eu aqui trazendo mais pérolas que encontrei nos álbuns vendidos nas Cafeterias Satarbucks...

Lembram quando eu disse que se encontrassem algum deles vendendo nos balcões, adverti que eram obrigados a comprar?

Pois bem! Trago aqui mais provas do meu conselho singelo.
No álbum Class Acts of Vegas, da coletânea da loja, Louis Prima canta um jazz clássico muito conhecido de 1932 de autoria de Johnny Burke and Arthur Johnston.

O sucesso da canção, "Pennies From Heaven", traduzido para o português como "Dinheiro do Céu", dá-se por ter sido tema do musical de mesmo nome gravado em 1981 dirigido por Herbet Ross, roteiro de Denis Potter, baseado num drama de televisão da BBC de 1978 e estrelado por Steve Martin, Bernadette Peters e Jessica Harper.

Apesar do sucesso da música super alto-astral, típica da Hoolywwod dos anos 70/80 e seus grandes musicais, o filme não fez o sucesso esperado, tendo recebido duras críticas pelo maior ator de musicais da época, o impagável Fred Astaire.

Bom, mas aqui nós não estamos falando de cinema e a canção é espetacular. Neste post, trago três versões da canção, bem diferentes: a da coletânea da Starbucks - que é a mesma do filme -,  e outras versões como a de Frank Sinatra e a raríssima e espetacular interpretação de Sarah Vaughan.

Importantíssimo! Este post eu ofereço ao meu amigão Gustavo Herique Oliveira que, além de conhecer muito do bom jazz-music, merece essa que para mim é uma das estrelas dos violencelos e contra-baixos de New Orleans. Muito que já trocamos figurinhas, de músicas à filmes, de teorias jurídicas à qualquer besteirol que possa ser motivo das suas boas gargalhadas... À caminho de Las Vegas, a homenagem lhe faz muito jus!




 
 Louis Prima



Frank Sinatra



Sarah Vaughan




sábado, 27 de agosto de 2011

Algumas Obras Minhas

Apresento aqui, pela primeira vez, algumas das minhas pinturas. Todas são trabalhadas em acrílico sob tela e é uma atividade extra-oficial que já tenho há algum tempo.

A pintura nos faz descobrir mundos, nunca os mesmos, em cada viagem, em cada mão de tinta que é jogada na tela.

Não tenho pretensões exageradas com minha arte, mas, ao desnudar minha fatia artista, e tendo o meu trabalho reconhecido de forma incisiva e inesperada, ainda que não divulgada, pretendo fazer uma exposição ainda neste semestre que será organizada pelo guru Geetesh, grande incentivador, artista plático há 30 anos, reconhecido e premiado pela Universidade de Artes Plásticas de Boston.

Geetesh, além de artista, é massoterapêuta. É ele pois que salva minha sofrida coluna com a técnica indiana milenar da Ayurvedica há 4 anos. Morou na Índia por 5 anos, onde aprimorou sua arte, que vai desde pintura como estas até esculturas em materiais diversos, do vidro ao ferro. Geetesh foi o grande incentivador do meu aperfeiçoamento nas telas, que o fiz caladinho para que não me tivessem como mais um aventureiro "achando-se o próprio Monet" porque simplesmente procura uma forma para "descançar" da rotina. Geetesh ressaltou contudentemente  a minha aptidão quando se deparou com um dos meus primeiros quadros que aqui está postado - 'Destino Norte - Carutapera' - o que me fez encarar com a seriedade devida.

Todas as minhas pinturas têm influência regionalista, inspiradas nas viagens pelos rincões do Estado do Maranhão, onde, como Assessor Especial da Corregedoria Geral da Justiça, em comitiva com o Des. Guerreiro Júnior, percorri mais de 15 mil quilômetros de carros à serviço do Poder Judiciário.

Uma curiosidade - fora o caloroso incentivo do amigo Geetesh, que me empurrava quando eu dizia que sequer sabia desenhar e que não serviria jamais para pintar, nunca fiz qualquer curso de pintura e não pretendo fazer, caso contrário perderá, essa minha trilha, toda a razão de existir. Sou autodidata, tendo explicações apenas do meu amigo Jone, vendedor da loja na qual compro materiais, que entende tudo sobre textutas, pigmentação, pincéis, conjunto de tintas, aplicações, misturas, mas, perguntado por mim se pintava, me respondeu "nem uma parede branca da minha casa, se eu for me arriscar!".


As pinturas foram fotografadas pela câmera do meu iPhone sem nenhum filtro aplicado.

Abaixo de cada uma, consta o nome da obra.

Para e exposição, juntamente com estes, serão apresentados 18 quadros.

Posteriormente, mostrarei também os trabalhos em fotos.


P.S. uma advertência - a mostra em fotografia amadora tendencia a perda da real coloração e textura da tela, não devendo ser tida como se vista presencialmente

Aldeia Sabonete de Leão

Queimadas Maranhenses

Amores e Lendas da Amazônia do Maranhão (aqui houve apenas aplicação de moldura para acerto da foto em PhotoStudio)



Mar de Tutóia


Flores da Baixada

Albinos de Atins

Ipês Sul-Maranhenses

Destino Norte - Carutapera

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A voz enigmática de um raro Rubi


Você ouve uma voz em uma canção e perde os sentidos, ou aguça todos eles...

Ouvia o lançamento do álbum do grande amigo Bruno Batista em sua casa (que, por sinal, merece mil posts depois de eu poder degustar tudo que ele trouxe em 'Eu Não Sei Sofrer Em Inglês'), em meio a algumas doses de boa vodka-tônica, mas não pudemos ouvir o álbum até o fim. Saíamos. Por conta disso deixamos de tratar sobre os vários aspectos de primazia e musicalidade que o Bruno traz em cada faixa de seu novo trabalho.

Depois, começando a degustar a nova obra-prima do Bruno, me impressionando com o que se fez ali, ouvi a participação de uma voz que me chamou muita atenção, na quinta faixa do disco. Fui à ficha técnica e lá notei que 'Vaidade' - por sinal, linda! - tinha a especial participação de Rubi.

Não conhecia. Fui em busca no My Space de onde garimpo raridades. Eu digitava 'Rubi' e não achava nada igual com aquela voz. Tive que me valer do Google (teimosia de quem já poderia ter poupado trabalho, mas se orgulharia de dizer que o 'My Space' vale a pena! Tsts...). Digitava "Rubi" e em seguida "cantora". Nada.


Eu pensei um pouco. Estava eu me restringindo onde não deveria. Resolvi digitar no lugar de "cantora", a palavra "cantor". E lá estavam milhares e milhares de tudo sobre "O" Rubi. E que vergonha contar isso! Que vergonha não ter conhecido, até então, esta maravilha que é o Rubi.

Eu saberia que o Bruno, artista perfeccionista, de um talento pululante e uma voz especial não traria alguém que não fosse tão especial quanto ele.

É, pois, goiano mas se radicou em São Paulo, como fazem, hoje, os grandes talentos da música popular brasileira de uma forma mais incisiva. Mas Rubi não é qualquer cantor que tenha vindo de Goiânia para São Paulo para se arriscar. Ele veio, e já há algum tempo, porque a capital cultural do país precisava ouvir a sua voz. Pura generosidade!

Generosidade porque é daqueles cantores que tira o fôlego. Sua voz impressiona pela tessitura, que vai do barítono ao contralto. Sua voz, de tão sublime, o leva sei-lá-pra-onde, fazendo-o imergir no que canta; transita em um terreno extenso e pouco comum entre os homens, sem cair no exótico como se dava nos gritos de Edson Cordeiro e sua vasta cabeleira a interpretar a ária mais famosa de Mozart para fazer sucesso. Hoje não. Cordeiro amadureceu de verdade. Rubi, por sua vez, usa seu tom feminino muito bem, com sensibilidade. 

Pesquisando sobre o artista, soube ter sido eleito melhor intérprete pelo júri popular e terceiro colocado geral no 8º Prêmio Visa, um dos mais importantes do país.


Rubi é um assíduo da Contra-Indústria, talvez o motivo - se é que sirva para o meu consolo - pelo que não tivera antes contato com a sua arte. Está inserido na faceta que emerge da música independente no país depois que se acabou com o imperialismo das Gravadoras (nem tanto, digo melhor!). Em seu repertório vi nomes de peso: de André Abujamra, genial, até Milton Nascimento.

Eu não o conheço bem ainda, mas já entendi a moral da música e da voz de Rubi – é um conselho para que saiamos do óbvio; deixemo-nos impregnar pela arte de uma turma que privilegia a criatividade e deixa de lado as fórmulas de mercado. 


Bom, esse rapaz merece atenção, e não ouvidos cansados. A solução é conhecer aos poucos, apreciar obra a obra. Comece você agora... 



"Ribeirão"


   "Al"

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ei, você é um 'geek'?

Eu estava com o meu iPad escrevendo um post, ouvindo The Zutons no meu iPod, depois de falar com Diego, grande amigo, no iPhone, e neste mesmo atualizando o Instagram com a nova versão do Filterstorm quando o meu primo Carlos, o Cacá, conhecedor da tecnologia da informática e "fuçador" crônico de peças, máquinas, motores, carros (ele já fez o meu primeiro carro, um Uno Mille dar umas explodidas inexplicáveis e instantâneas de 10 em 10 minutos), o que muitas vezes nos fez rir, mas chorar, quando, por exemplo, querendo dar um jeito na máquina de lavar do meu irmão Márcio, alagou o apartamento inteiro. Márcio chorou!
"Ow Flávio, cê é um geek!"...
"Hã?!"... Eu não tinha noção do que ele queria dizer mas o Cacá é desses caras boas praças que, o que quer que ele diga da gente, nos faz rir e aceitar de logo... Ah, mas eu não queria ser aquilo não!...
"Eu não sou isso aí pôrra nenhuma!...". Um sorrisinho faceiro no rosto e a página da Wikipédia aberta no iPad que minutos antes eu mexia, e eis que ele me passa o tablet.
Geek (do inglês geek, pronuncia "guik": IPA /gi:k/) é uma expressão idiomática da língua inglesa, uma gíria que define pessoas peculiares ou excêntricas obcecadas com tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro, e outros.
A definição de geek mudou consideravelmente ao longo do tempo e já não há um significado definitivo. Os termos nerd, dweeb e dork têm significados semelhantes a geek, mas muitos optam por identificar diferentes conotações entre estes termos, embora as diferenças sejam controversas.
Em uma entrevista em 2007 ao Colbert Report, Richard Clarke disse que a diferença entre nerds e geeks é que "geeks fazem acontecer."
Adeptos da doutrina geek definem o termo como um “técnico, doutor, autodidata, apaixonado pelo que faz e pelo que entende”.
Para o psicólogo Erick Itakura, do Núcleo de Pesquisa em Psicologia e Informática da Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, geek e nerd são a mesma coisa. Em sua opinião, o que mudou ao longo dos anos foi a aceitação social das pessoas ligadas em tecnologia.
A palavra geek teve seu primeiro registro em 1876, como sinônimo de fool (bobo) e posteriormente passou a designar artistas ambulantes que ganhavam a vida exibindo-se nos mafuás ou nas ruas, em performances bizarras que incluíam arrancar a cabeça de uma galinha viva com os dentes ou comer insetos (em inglês: bugs). Por analogia, passou-se a designar como computer geek aquele que ganha a vida "comendo" bugs de computador.
A expressão só adquiriu contornos positivos quando a tecnologia ganhou status de poder liberador. Nos anos 1990, o “Jargon File”, um léxico criado pela primeira geração de pioneiros da internet, definiu geek como "uma pessoa que escolheu a concentração no lugar da conformidade; alguém que busca objetivo (em particular, técnicos) e imaginação, não a adequação social padronizada"
Geeks em geral sofrem de neofilia (atração por tudo aquilo que é novidade) e são adeptos de computadores.
Pensando bem, eu sou um confesso "geekinho". Mas e tu, Cacá?
"Eu não sou nada"...
Cacá é um "geekão", tudo que eu queria ser...

Tá, confessa que você também é um 'geek'... Então qual tipo de 'geek' você é?

Valerie?!

Crédito do último
 álbum da banda
Você certamente já ouviu a linda canção "Valerie", conhecidíssima na voz de Amy Winehouse que a interpretou lindamente por aqui, e é crente que é de autoria da saudosa jazzeira!... Pois é! Não é!

"Valerie" é da banda britânica de indie-rock The Zutons gravada para o seu segundo álbum de estúdio.

Lançada como segundo single do álbum, em 19 de Junho de 2006 no Reino Unido, juntamente com o seu anterior single "Why Won't You Give Me Your Love?", as faixas deram aos caras do The Zutons um salto na carreira e um segundo lugar entre as top 10 da Inglaterra, quando o máximo que conseguira até então fora um suado 41o lugar.

Mas uma curiosidade: quem é essa tal de 'Valerie'?!

Na verdade Valerie, estrela e protagonista da música é de Tampa, FL, EUA, e a música foi escrita depois de um entrelaçamento amoroso entre ela e Dave McCabe, vocalista e autor, é só o que se sabe!

A canção foi usada pela rede ITV durante sua cobertura na Copa do Mundo de 2006, juntamente com "Heroes" de David Bowie em um cover dos Kasabian e "Country Girl" da banda Primal Scream que esteve no ano passado no Planeta Terra Festival, aqui no Brasil.

Acontece que vírgula é fato dois pontos a música foi muito mais bem sucedida após a produção de Mark Ronson para Amy Winehouse em seu primeiro álbum "Frank". E o que seria da tal Valerie, tanto a música quanto a possível paixão de Dave se não fosse ela - Amy Winehouse...






Ouça a versão acústica que Amy Winehouse gravou no estúdio de sua antiga residência

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"Amy... Amy... Amy... Um Show Documentado Por Um Fã Apaixonado" - Partes 3/4 e 4/4

Aqui vão as duas últimas partes do show que documentei com algumas impressões em legenda.

Havia postado as duas primeiras partes de uma Amy mais sóbria e contida. Nesta segunda metade do show  (alguns momentos), percebemos uma outra cantora, já quase perdendoo sua consciência, que dirá seu brio. Mais um pouco e seria um desastre!

Constatei - e isso falo no vídeo - que em certo momento da apresentação, mais específico, quando ela canta Some Unholy War, está na medida certa. O tom acertadíssimo, mesmo já chapada. Diz-se que é o álcool que faz a música. Pois bem, que seja! Mas acho que aquele era o ponto certo da "droga" da Amy para que pudesse flutuar com seu vozeirão. Mas ela nunca conseguia manter-se "no ponto"...

Queria mais e mais. Muitas vezes, alguns shows terminavam como um acidente, ou mesmo nem terminavam. Este, mais uma sorte teve. Ela foi até o fim. Esqueceu o comecinho da letra de Rehab - muito mal cantada, diga-se -, já por conta do grau de ebriedade, mas deu conta do recado para, ao final do show, sorrir para o público e com um leve aceno deixar o palco. Foram exatamente 1 hora e 36 minutos.

Sai do espaçoso HSBC Arena de forma confortável. Lembro que peguei meu celular que havia deixado carregando numa chapelaria arranjada perto de uma cantina. Várias chamadas e mensagens (que bom que não levei!).

Lá fora chovia uma chuva fina, depois do temporal que fechou os túneis e eu estava muito além do Recreio! Saí aéreo. Não me dava conta de nada. Não via sequer por onde anadava. Passava por poças de água. Não lembro se chuviscava. Estava tomado de música e de emoção, maior do que senti em Florianópolis, por vários motivos, inclusive o melhor espetáculo. Andei, andei, andei e... como vou voltar para o Leblon?!

Onde estão os taxis? Nenhum parava! Era vépera da trajédia que acometeu o estado do Rio em janeiro deste ano. Fiquei no meio-fio como um tonto. Parado, parado... Resolvi ver o que tinha mo meu antigo Blackberry. Um e-mail do amigo Bruno Duailibe me mandando um link em que o jornalista d' O Globo, Ricardo Noblat mencionava uma possível fraude dos produtores do evento. Dizia ele que era possível que Amy não estivesse no Brasil e que uma sósia fazia playback na turnê pelo país.


Fico pensando que há vezes em que os jornalistas são mais patéticos que quaisquer um que mereçam e queiram achincalhar como sempre fazem. Eu, só aí, despertei e logo respondi o e-mail - "Não, Bruno, estou lendo seu e-mail exatamente saindo do HSBC Arena no Rio e, convictamente, sim, era a Amy Winehouse. Só para que não tenhas dúvidas, meu ingresso era front stage e estive realmente há 3 metros da cantora". Eis que imediatamente me respondeu: "Putz, mas você não assistiu em Florianópolis?". Eu lhe disse antes de conseguir um taxi por R$ 70,00, achando um absurdo de caro e dando graças a Deus por ter encontrado, a essa altura achando baratíssimo: 'Fã, fã de verdade, meu amigão, não se contenta com pouco. Ele vai atrás do seu ídolo quantas vezes for preciso".


Eu, como fã, ainda queria mais, e planejava assistir à melhor artista de minha geração em outras ocasiões, porém, seria egoísmo meu. Antes de publicar este texto, assisti às cenas integrais do último show da jazzeira. Viajava de férias para os EUA e só ouvi rumores à época. Quando me deparei, me consolei. Seria muita maldade querer que nossa querida Amy permanecesse viva. Não havia mais volta. Foram muitas tentativas. Recuperou-se. Brilhou por aqui, e lá era um "lixo". Deixá-la entrar no palco de Belgrado naquelas condições, e, pior, mantê-la ali, é a confirmação de que 'minha amiga' era muito solitária.

Amy Winehouse, definitivamente, descançou.

 

Parte 3




Parte 4




terça-feira, 9 de agosto de 2011

A promessa pós-Amy?

Ok! Ninguém, substitui alguém na música, muito menos quando não tem o mesmo timbre de voz, mas abriu-se o espaço e Adele, britânica, de 24 anos, chegou com seu vozeirão e já desponta como a revelação do estilo soul/jazz.

Adele já ganhou dois prêmios Grammy e três discos de platina com apenas dois álbuns.  Foi a primeira a receber o prêmio Critics' Choice do BRIT Award e foi nomeada "artista revelação" em 2008 pelos críticos da BBC.

Depois de uma aclamada performance ao vivo no BA de 2011, a canção "Someone Like You" chegou ao primeiro lugar das paradas de sucesso no Reino Unido e tem feito o mesmo com o hit "Rooling The Deep" que já ganhou disparado a linha dos grandes sucessos nas rádios dos EUA e do Brasil.


Bom, cuidemos logo! Só temos mais 3 anos...


Nesse vídeo Adele canta lindo a  canção "He Won't Go" (em uma tradução livre, "ele não vai"),  do segundo álbum 21. É... pelo menos aqui quem não vai é "ele" e não ela, não é?!



Com o hit que lançou de verdade Adele às paradas americanas e brasileiras, o clipe foi super bem avaliado e está na lista de indicações para vários prêmios, incluindo o MTV Award 2011. Com direção de Sam Brown, não é só o som que conquista. Esse clipe é realmente genial!